De Clássicos do PlayStation 3 ao Futuro no PlayStation 5: A Evolução Imparável dos Videogames
Quando olhamos para a paisagem atual da indústria dos jogos, é impossível não notar como o passado ainda molda as grandes inovações do presente. De um lado, a crítica especializada continua reverenciando obras-primas da geração passada que ditaram as regras do que consumimos hoje. Do outro, eventos gigantescos continuam a expandir franquias clássicas para a nova geração de consoles. Essa jornada temporal nos mostra que a capacidade de criar narrativas inesquecíveis e mundos imersivos é a verdadeira espinha dorsal do entretenimento digital.
A Era de Ouro e as Narrativas que Mudaram Tudo
Basta voltarmos um pouco no tempo para entender essa evolução. Lançado em 2009 pela Infinity Ward, Call of Duty: Modern Warfare 2 transformou a franquia em um leviatã inquestionável. O título pegou a excelente base de seu antecessor e entregou uma trama política densa e cinematográfica. Acompanhamos a Task Force 141 ao redor do mundo, do Cazaquistão até as favelas brasileiras. O ritmo frenético atingiu seu ápice com a controversa missão “No Russian”, um momento que gerou debates acalorados sobre os limites dos videogames. Aliás, o impacto não se limitou à campanha. O modo multijogador competitivo virou o mercado de cabeça para baixo, introduzindo mapas lendários como Rust e Terminal, além de killstreaks e customizações que influenciaram quase todo jogo de tiro subsequente. Tudo isso rendeu ao jogo uma invejável nota 94 no Metacritic.
No ano seguinte, a Rockstar San Diego entregou Red Dead Redemption. O jogo nos transporta para os estertores do Velho Oeste pela perspectiva de John Marston. Sendo um ex-fora da lei forçado pelo governo a caçar seus antigos aliados em troca de liberdade, ele protagoniza uma história crua sobre moralidade e o fim de uma era. A recriação visual dos desertos e das cidades poeirentas, embalada por uma trilha sonora melancólica, criou uma atmosfera absurdamente autêntica. E não podemos esquecer que o modo online já trazia duelos e caçadas que prolongavam a vida útil do jogo consideravelmente.
A criatividade no design de fases também teve seu momento de brilho absoluto em 2011. A Valve pegou um fenômeno cult e o transformou em um épico com Portal 2. Novamente na pele de Chell, o jogador desperta nas ruínas da Aperture Science. Guiada pela inteligência artificial GLaDOS, que nunca perde a chance de ser sarcástica, a protagonista precisa usar a famosa Portal Gun para resolver quebra-cabeças baseados em física. A chegada do desastrado robô Wheatley e do excêntrico Cave Johnson deu um charme único ao universo do jogo. A introdução de um modo cooperativo brilhante exigia uma sintonia perfeita entre duas pessoas.
Já em 2013, o PlayStation 3 viu o lançamento de dois verdadeiros divisores de águas na forma de contar histórias. A Irrational Games lançou BioShock Infinite, trocando a opressão do oceano pelas nuvens da cidade de Columbia. O protagonista Booker DeWitt recebe a missão de resgatar a jovem Elizabeth. O que começa como um simples trabalho logo se torna uma reflexão profunda sobre racismo, fanatismo religioso e realidades paralelas. A jogabilidade adicionou o gancho de transporte aéreo e os poderes chamados Vigors, garantindo um combate dinâmico. Meses depois, a Naughty Dog marcou a geração com The Last of Us. Em um país devastado pela infecção do fungo Cordyceps, a dura jornada de Joel e Ellie explora a perda e os limites da humanidade de forma magistral. O combate brutal, a escassez de munição e um modo multiplayer extremamente tático chamado Factions ajudaram a consolidar a obra.
O Salto Para a Nova Geração: O Universo de Dragon Ball se Expande
Essa habilidade da indústria de criar ecossistemas ricos e expansivos, forjada lá atrás na era do PS3, continua mais viva do que nunca. Um exemplo perfeito dessa evolução frenética ocorreu recentemente durante o Dragon Ball Games Battle Hour. O evento de dois dias reuniu fãs presencialmente e através de transmissões globais, sendo o palco escolhido pela Bandai Namco para anunciar o futuro de uma das propriedades intelectuais mais famosas do mundo nos consoles atuais.
A revelação mais explosiva foi, sem dúvida, o anúncio de Dragon Ball Xenoverse 3. Com lançamento programado para 2027 no PlayStation 5, o jogo promete levar os fãs a um universo inteiramente novo. Construído com personagens originais idealizados pelo próprio Akira Toriyama, o título se passa na Era 1000. A vibrante West City funcionará como o coração do jogo, um local onde os jogadores poderão explorar, conhecer novos aliados e desvendar histórias inéditas enquanto integram o esquadrão Great Saiyan Squad.
Curiosamente, o anúncio da sequência não significou o abandono de seu antecessor. Quase dez anos após seu lançamento original, Dragon Ball Xenoverse 2 receberá o seu último pacote de expansão no verão de 2026. O Capítulo 4 da Future Saga colocará um ponto final dramático nessa longa trajetória. O trailer divulgado teve um tom emocional pesado, mostrando os patrulheiros temporais enfrentando poderes divinos em uma última batalha para proteger a história. O vídeo ainda revelou uma nova forma de Goku chegando ao jogo, deixando claro que a última patrulha será inesquecível.
Falando em novas formas do protagonista, o cenário competitivo de Dragon Ball FighterZ também ganhará um reforço de peso. No dia 22 de abril, a versão de Goku (Super Saiyajin 4, Daima) entra para o elenco oficial. A jogabilidade mostrada destaca um estilo focado em agressividade e pura dominância. O personagem utilizará a técnica Wild Dash para quebrar defesas de forma impiedosa, movimento que serve de base para quatro variações brutais:
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Double Combination: Uma sequência de golpes dificílima de ser contra-atacada, ideal para iniciar combos seguros.
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Raging Strike: Um chute vertical poderoso que permite emendar um Super Dash imediato caso acerte o alvo.
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Power Swing: Um arremesso indefensável, embora exija que o oponente não esteja agachado.
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Quick Move: Uma técnica de avanço que garante invencibilidade temporária, perfeita para punir inimigos que tentarem reagir ao Wild Dash.
As novidades não pararam por aí. O recém-lançado Dragon Ball: Sparking Zero detalhou seu próximo DLC. O pacote marcará a estreia de Vegeta e Trunks em suas versões GT na série Budokai Tenkaichi, além de trazer um traje clássico e um ataque especial icônico para Goku (Z-End). O título também receberá um novo modo solo estruturado. Nele, os jogadores usarão os personagens desbloqueados em eventos e batalhas contínuas para acumular experiência e aprimorar seus lutadores favoritos.
Por fim, o universo mobile também teve seu espaço. O título Dragon Ball Gekishin Squadra anunciou uma colaboração direta com Xenoverse 2. Os jogadores podem esperar novos emotes e skins de heróis baseados no famoso jogo de console. A promessa é de que mais informações sobre formatos de torneio sejam divulgadas em breve.