Parasite Eve (PS1)

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@sharpnosedgamer
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*Olá gente, pra quem não me conhece eu sou novo aqui na Pyre, e pra se familiarizarem com minha escrita, se gostarem ou não, deixo aqui uma resenha recente que fiz de Parasite Eve
Espero que gostem :D*

Quando se fala de Parasite Eve, o aclamado jogo de Playstation engloba uma maneira diferente de provocar a tensão no jogador, mas, para que isso ocorra devidamente, é necessário dar um pulo nas suas antigas aulas de biologia celular.

O que começou como uma véspera de natal entediante para a policial nova-iorquina de 25 anos, Aya Brea, se tornou um pesadelo existencial de sete dias. Ao chegar no Carnagie Hall para uma ópera com um acompanhante mimado no dia 24 de dezembro de 1997, Aya se depara com um surto de combustões espontâneas da grande maioria do público durante a apresentação. A única a sair ilesa e ser suspeita de ter iniciado o surto, a atriz Melissa Pearce, revela então ser uma entidade derivada de uma antiga linhagem de mitocôndrias chamada Eve.

Melissa (Eve) começa as combustões.

Com a ajuda de sua equipe policial, seu parceiro de trabalho Daniel Dollis, e o doutor/turista japonês Kunihiko Maeda, o jogador controla Aya em uma crônica para destruir Eve e impedir que ela “libere a mitocôndria” do ser humano por meio de um expurgo mundial, tudo em uma semana.

Um dos elementos mais intrigante do jogo é o gameplay de combate, que serve como uma mistura entre action e turn based RPGs. O jogador pode se movimentar livremente até sua barra de turno regenerar e permitir uma ação de Aya, tudo enquanto desvia dos ataques de animais e monstros mutados por Eve. Assim que a barra conclui seu preenchimento, o jogo congela e dá ao jogador a experiência de estar jogando um RPG de turnos estilo Final Fantasy (não é atoa que foi a Squaresoft a responsável pela produção..)

O primeiro inimigo criado por Eve

A seleção e customização entre diversos tipos de armas de fogo, pistolas comuns até lança granadas revela ser outra qualidade que preza pelo realismo da série. Dependendo da arma, o tamanho dela, e o tipo de munição, a velocidade de carregamento das barras de turno pode aumentar ou diminuir conforme a customização da arma. Uma pistola naturalmente vai ter um tempo de carregamento de ataque e munição mais rápido do que uma bazuca, por exemplo.

Uma amostra do gameplay.

Por ser um RPG, um sistema de levels está presente. Cada level é ganho pelo número de inimigos que são derrotados ao longo do jogo, e a cada avanço tanto habilidades previsíveis (HP, ataque, defesa, velocidade..) quanto não previsíveis (espaço de inventario, habilidades mitocôndríacas pessoais de Aya…) são elevadas.

Falando em habilidades especiais, o jogo não se resume a utilizar apenas armas contra inimigos mutantes. Por motivos genéticos ligados à sua irmã Maya, Aya consegue aprender e utilizar novos tipos de ataques e cura de status que utilizam energia derivada das suas próprias mitocôndrias. Essa energia é conhecida como Parasite Energy, ou simplesmente PE, e vai se renovando conforme o decorrer das batalhas.

O verdadeiro horror é transmitido pela facilidade que Eve possui ao matar pessoas de formas rápidas e violentas (basta um comando mental, e o corpo do indivíduo explode em chamas graças ao nível de ATP que sua mitocôndria produz, além de poder também transformar a estrutura corporal em um líquido viscoso que pode se aglomerar). O slogan do jogo transmite metaforicamente o que está por vir: “The true enemy lies within the self” (o verdadeiro inimigo reside no eu interior), e o decorrer da história traz uma reflexão a respeito do que é ser humano e não estar no topo da cadeia existencial.

O que falar de um jogo da Square sem a trilha sonora clássica e composta por ninguém menos do que Yoko Shimomura. A tensão e o clima de cada cenário é encaixado perfeitamente com as peças musicais, no quesito da emoção que cada um deles quer que o jogador sinta.

A parte mais complicada no começo é se adaptar ao gameplay e aos métodos de utilização e organização de itens. O espaço de inventário fica lotado com facilidade, e a única maneira de arranjar espaço é subindo de nível e adquirindo mais uma vaga lá dentro, ou descartando os itens mais desnecessários para o determinado momento em que o jogo se encontra. É bom lembrar que, por ser um jogo de 1998, ele não é exatamente preocupado em dar checkpoints ao jogador, ou seja, caso você passe de uma parte bem longa até um chefe sem salvar, e morrer nesse chefe, terá de recomeçar tudo.

Por ser da vanguarda do PS1, Parasite Eve cumpre o seu papel quando o jogador busca um game que envolva horror, mexa com o psicológico e possua um tempo de fechamento breve (são 10 horas de jogo, mais ou menos…). Para quem não teve a oportunidade, minha recomendação é para jogar ou em um emulador baixado, ou comprar pela PSN do PS3 na seção PS1 Classics, especialmente para aqueles que gostam bastante do trabalho antigo da Square.