Meus Top 10 jogos de todos os tempos.

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@sharpnosedgamer
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Uma pequena jornada dentro da minha personalidade e dos jogos que são basicamente meus favoritos.

Não foi nem um pouco fácil montar essa lista, porque ela levou em conta diversos fatores importantes como: Quantas vezes eu rejoguei e zerei o jogo, se o jogo me entedia depois de um tempo, a época do jogo, meu primeiro contato com ele, etc….
E pela primeira vez, eu resolvi fazer essa ordenação a sério, antes era sempre de uma maneira descuidada ou de sacanagem mesmo. Pois bem, chega de papo furado, vamos aos meus top 10 games de todos os tempos!

#10 — Final Fantasy VII

Primeiramente, antes de alguém resolver abandonar a publicação ou me xingar pela escolha, eu tive um contato com FFVII bem tardio. Comecei a jogar pela primeira vez em agosto de 2014, sem muitas esperanças e quase aceitando que iria abandonar como muitos outros RPGs de turno que, com todo o respeito, não tenho nem 1% de paciência pra jogar hoje em dia.
Apesar dos gráficos extremamente datados e das mecânicas de turnos, o que me prendeu do começo ao fim foi a excelente narrativa do jogo. Cada vez que eu ligava o PS3, eu queria saber pelo menos mais um pedaço da lore de cada personagem, e jogava pelo menos umas 4–5 horas por dia, sem exagero.
Quando pisquei, já estava no disco III, Aerith já estava morta (não achei a cena tão triste como dizem que é), e Sephiroth já tinha invocado o meteoro. Fiz uma reflexão sobre as escolhas, esse jogo, dentre muitos, foi um dos que mais me deu prazer de jogar. 
Jogaria de novo? Absolutamente, mas estou fazendo uma força até o lançamento dos remake ano que vem.

#9 — Kingdom Hearts II

Esse foi o meu primeiro jogo da série, eu não entendi porra nenhuma no começo, mas mesmo assim me divertia.
Kingdom Hearts II apresenta um clima extremamente mágico e nostálgico se você é fã da melhor época da Disney e suas animações (da metade do século XX até o começo do XI) e funde ele com um toque da série Final Fantasy, por apresentar uma história própria em estilo Action RPG onde você joga como o herói principal da série, Sora, e embarca em uma jornada junto com Donald e Pateta por vários mundos do universo da Disney combatendo a escuridão que eles possuem na forma de inimigos.
O estilo de arte e a jogabilidade são maravilhosos, e cada personagem é extremamente fiel ao filme. Apesar da lore ser extremamente confusa (no nível de Donnie Darko e da série Higurashi), a história tem emoção, personagens clássicos/originais e uma progressão não exagerada.

É um jogo que eu extremamente recomendo para quem é fã dos filmes clássicos da Disney e chegou a jogar ao menos um Final Fantasy, e um jogo que eu recomendo até para aqueles que chegaram a ver algo da Disney, mas já possuem bastante experiência com outros RPGs da Square Enix.

Kingdom Hearts II é o episódio da série que eu mais joguei, sempre de maneira satisfatória pela combinação dos fatores mencionados acima, pela abertura e trilha sonora linda, e por conter a melhor parte da história (na minha opinião), sendo o meu favorito da série.

#8- Resident Evil 3: Nemesis

O que dizer de um game que eu ganhei com 6 anos de idade e abandonei de cagaço por uns 3 anos assim que vi o Nemesis pela primeira vez? …. Não parece que estaria nessa lista, realmente… Mas está. 
RE3 foi o meu primeiro contato com o gênero survival horror na vida, a primeira vez que vi zumbis, bichos mutantes, monstros, sangue e gore, etc… Meio que um ritual de passagem, eu aprendi conforme fui ficando mais velho a gostar tanto do jogo, que cheguei ao ponto de rejogar ele em um PS2 sem o Memory Card de PS1. Eu deixava o console ligado direto, até voltar a jogar. Só desliguei quando zerei.

Um puta jogo em termos de mania de perseguição, o Nemesis seguir você e aparecer do nada em locais aleatórios realmente pode deixar qualquer um nervoso, fora os sustos que o filha da p*ta te dá. 
O ambiente do jogo também faz transbordar a tensão, enquanto você vaga por uma Racoon city abandonada, destruída, ensanguentada e repleta de monstros. A trilha sonora oferece um grande impulso ao gênero do jogo, nunca vou esquecer as melodias calmas de toda save room.

Acho que Resident Evil 3 foi verdadeiramente o último jogo que teve uma fidelidade original à proposta original da série: um enredo de horror com a temática de vírus outbreak. Isso deixa ele ainda mais especial.

#7 — Mother 3

Esse jogo foi um diamante que eu achei por um personagem dele que estava em OUTRO jogo. Entendeu? Mais ou menos?
Mother 3 mexeu bastante com meu emocional, pode ser um jogo bem triste e engraçado ou pode ser um jogo com nada de especial se você não se apegar a história e aos personagens, o que não foi o meu caso.

Conheci o jogo por via do personagem Lucas, protagonista do jogo, que era um dos lutadores disponíveis em Super Smash Bros. Brawl. A princípio, eu não via nenhum interesse nem no Lucas e nem de onde ele veio, mas conforme eu fui jogando Brawl, descobrindo curiosidades e extras sobre cada personagem, acabei me deparando com a história dele, que é bem trágica.

Anos se passaram e eu finalmente decidi dar uma chance ao jogo, e embarquei numa das melhores jornadas que um jogo de RPG pode oferecer. Fechei Mother 3 apenas uma vez, mas pretendo mesmo jogar uma segunda rodada assim que tiver mais tempo ou vontade. A experiência com o jogo para mim foi extremamente positiva, e aumentou ainda mais a minha procura por RPGs ou histórias que oferecem um diferencial em termos de envolver o jogador emocionalmente.
(aceito sugestões, viu gente?)

#6 — Bloodborne

Esse jogo não foi nada do que eu esperava. Achei que fosse ser mais um que ia passar despercebido pelo radar, e rapaz, como eu estava enganado...
O que acontece quando você mistura todo horror interplanetário de H.P. Lovecraft com a estrutura e a jogabilidade de Dark Souls? Nasce Bloodborne.

Não consigo dizer um ponto negativo nesse jogo, a não ser que ele chegou bem tarde. Tudo, a trilha sonora, as vozes dos personagens perfeitas para a ambientação vitoriana, as fases, os chefes, as armas, cada coisa cumpre 100% com sua função.
Se você leu clássicos de Lovecraft como: O caso de Charles Dexter Ward, O Chamado de Cthulhu ou Um sussurro nas trevas, com certeza vai perceber a trívia e a influência que o autor teve em diversas partes do jogo.
Bloodborne, pra mim, entra como um clássico dos jogos modernos, em termos de história e ambientação.

#5 — Dark Souls

Esse jogo, esse jogo…. É como se fosse uma relação de ódio e amor, em termos extremos para cada. Dark Souls é muito conhecido por sua dificuldade, muitas vezes tratada como um bicho de sete cabeças que não é, dentro dos memes que nasceram. 
Quando se pega uma história trágica que está fadada a se repetir para que o mundo não mergulhe na escuridão e na morte, acrescentando uma estética medieval fantasiosa, detalhada e misturada com uma fantasia que varia de coisas patéticas até criaturas deslumbrantes, você já conseguiu me seduzir pelo menos 60% para o seu jogo.

Lembro da primeira vez que joguei, as decisões erradas, as várias mortes (que ainda continuam…) e a curiosidade que me despertava em cada local novo.

Desde envolver uma particularidade sua em um jogo, até uma história que realmente te faça pensar e se emocionar, e um investimento cada vez maior na build do seu personagem, Dark Souls é uma ótima escolha para começar sua jornada de Unkindled até Lord of Cinders.

#4 - The Legend of Zelda: Majora’s Mask

Um jogo que injustamente fica na sombra de Ocarina of time, não só pela diferença não tão longa de seus lançamentos iniciais, mas pelo uso de uma engine similar. Majora’s Mask apresenta uma grande diferença estrutural e narrativa, apesar do uso de diversos modelos presentes nos dois jogos, de Ocarina: Aquela de um universo paralelo e distorcido, com a inserção de uma mecânica temporal apocalíptica dos 3 dias até a queda da lua perturbadora, e um momento Deus Ex Machina ao invocar quatro gigantes místicos que do nada te auxiliam a parar a queda.

A jornada de Link dentro de Termina ocorre depois de seu período como Herói do tempo e leva o herói a uma jornada por sua amiga e ex-companheira de aventura, a fada Navi.
Ocarina foi meu primeiro Zelda, os gráficos da época e o fator de exploração dentro do jogo são memoráveis pra mim, especialmente quando criança, a experiência com Majora’s me fez olhar cada personagem, agora em um enredo diferente, de maneira mais humana e emocional. O comportamento de cada um deles muda de forma drástica conforme os três dias se passam e a lua está mais próxima de colisão.

#3 — Banjo-Tooie

Banjo, no Nintendo 64, foi pra mim o que Super Mario 64 foi para outras crianças, um jogo muito mais que satisfatório que prioriza o fator exploração e a criatividade com os ambientes. Nesse quesito, Banjo-Tooie leva o prêmio de jogo número 3, mais que seu antecedente, Banjo-Kazooie.

Da trilha sonora envolvente e marcante de Grant Kirkhope, até mundos inesperados como Jolly Roger’s Lagoon, o jogo te dá uma aventura em estilo plataforma e ambientação surpreendentes para a época, e soma isso com uma dose imensa de carisma. Dentro do coração de alguém que teve o prazer de jogar isso quando criança, o game é um fenômeno na minha vida e no console da época.

#2 - Super Smash Bros. (Todos)

Até hoje, eu não acho que uma ideia tão espontânea e sensacional quanto pegar os personagens mais carismáticos de uma franquia e jogá-los em uma arena 2D para saírem na porradaria, cada um com seu próprio estilo, e por fim adicionar itens de cada franquia para afetar a batalha, tenha sido criada.

Somando essa construção à empresa Nintendo, nasce Super Smash Bros., talvez o jogo de luta/multiplayer mais divertido que eu tenha jogado com amigos na minha vida toda.
SSB desde cedo deu ao jogador a opção de customização dentro do jogo: Escolher seu personagem favorito (Mario, Link, Pikachu, Kirby…) até suas cores alternativas e a fase aonde iriam lutar.

O que mais me fascinou foi como o jogo cresceu e se expandiu em outros setores como personagens de outras empresas que participaram de edições diferentes da série, troféus e coleções históricas da Nintendo que fazem com que o jogador tenha seu tempo de single player ocupado e que realmente oferecem uma base sólida sobre cada jogo junto com a maneira como a lista de personagens jogáveis ainda se expande.

Até para aqueles que não se interessam ou não conhecem, a jogabilidade de SSB se mostra simples e divertida de jogar dentro de um olhar casual, conquistando até mesmo os céticos em relação à temática do jogo.
Smash merece o número 2 da lista por ser um jogo que eu passei boa parte da vida jogando e que me deus várias memórias boas, e ainda continuará dando, com a nova versão do Switch.

#1 — Pokémon Gold/Silver/Crystal

Meu primeiro jogo de videogame da vida e o único que, apesar de estar datado de 18 anos de existência, eu ainda tenho a paciência de jogar quase anualmente.

Esse jogo, além de ser o último a apresentar uma história concisa desde as primeiras versões lançadas (Red e Blue), permite ao jogador uma jornada longa com direito a um retorno à região dos primeiros games, concretizando um total de 16 insígnias ao invés de 8. Foi também o apresentador oficial da segunda geração de Pokémons (hoje em dia o pessoal se perde facilmente com os quase 1000 Pokémons existentes, e eu não culpo ninguém por isso).

Quando eu jogo essas versões, eu realmente me sinto refugiado do presente e numa viagem que me traz de volta à nostalgia do passado. O jogo realmente possui uma simbologia única para mim, porque me remete à infância e aos tempos felizes que eu tive, tudo, desde a decisão do iniciante do time, até a última luta contra o treinador Red, no Mt. Silver, me traz sentimentos bons.

Eu agradeço de coração por esses games terem sido lançados, e sem a menor dúvida dou a eles a coroa de número um na minha lista.

Menções Honrosas:

  •  minuto de silêncio para os jogos que quase entraram na lista, mas no final não conseguiram:
    - The Legend of Zelda: Ocarina of Time
    - Shadow of the Colossus
    - Silent Hill 2
    - Pokémon Stadium
    - Earthbound
    - Dragon Quest VIII
    - Chrono Trigger

Obrigado por sua atenção :)